O presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda, reconheceu nesta segunda-feira (26) a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), defendendo o respeito ao resultado das urnas. A manifestação ocorre em meio à contestação do resultado eleitoral pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato derrotado no segundo turno, que anunciou a intenção de pedir a anulação das eleições. Com a reeleição de Lula e Alckmin, o próximo mandato presidencial terá início em janeiro de 2027.
“A soberania popular se manifestou de forma livre nas urnas, e o resultado proclamado pela Justiça Eleitoral deve ser respeitado por todos. Essa é a base da democracia brasileira e o compromisso do nosso partido”, afirmou Rueda por meio de nota, segundo o Estadão Conteúdo.
A declaração ganha relevância política porque o União Brasil, em conjunto com o Progressistas (PP), partido com o qual integra uma federação, anunciou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro contra Lula no segundo turno. Ao reconhecer formalmente a vitória do petista, o dirigente adota uma posição diferente da manifestada pelo candidato apoiado pela federação durante a disputa eleitoral.
Além de defender o reconhecimento do resultado, Rueda sinalizou disposição para estabelecer uma relação de cooperação com o governo federal durante o próximo mandato presidencial. O dirigente afirmou que, encerrada a disputa, o momento exige esforços para “unir o País em torno de uma agenda comum”.
“Desejo ao presidente pleno êxito no novo mandato, que começa em janeiro de 2027. Reafirmo também nossa disposição de apoiar medidas e ações por um Brasil que cresça, gere empregos e reduza as desigualdades, em benefício de todos os brasileiros”, declarou.
A manifestação representa um gesto de aproximação institucional com o presidente reeleito, embora não configure, por si só, uma adesão formal do União Brasil à base governista. Rueda vinculou a disposição de colaboração a iniciativas voltadas ao crescimento econômico, à geração de empregos e à redução das desigualdades sociais.
Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
Brasil 247