O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal a instaurar um terceiro inquérito para investigar o empresário Fábio Luis Lula da Silva, filho do presidente Lula (PT). A nova frente de apuração busca apurar a suposta prática de tráfico de influência, segundo Manoela Alcântara, do Metrópoles.
Diferentemente das duas primeiras petições enviadas à Suprema Corte, que foram distribuídas diretamente ao ministro André Mendonça por conexão com as investigações sobre descontos indevidos em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), este terceiro pedido acabou destinado ao ministro Flávio Dino por meio de sorteio.
Contratos da 3Structure IT e o foco da terceira investigação
Neste terceiro inquérito encaminhado ao STF, os investigadores da Polícia Federal sustentam a tese de que Lulinha teria exercido tráfico de influência para beneficiar empresas parceiras. A suspeita central é de que o empresário teria utilizado o nome e a condição de filho do chefe do Executivo para facilitar negócios e atrair investimentos direcionados à empresa 3Structure IT, atuante no segmento de tecnologia.
A 3Structure IT acumula contratos que somam R$ 55,7 milhões com a administração pública federal. O primeiro acordo expressivo com o governo foi celebrado em novembro de 2022 com o Centro Integrado de Telemática do Exército, visando ao fornecimento de soluções de tecnologia da informação e comunicação para a expansão da infraestrutura de armazenamento do Sistema de Telemática da força terrestre. Firmado originalmente pelo valor de R$ 21,8 milhões, o contrato recebeu um aditivo de R$ 3,6 milhões em julho deste ano.
Inquéritos anteriores sob a relatoria de André Mendonça
Na última quinta-feira (30), o ministro André Mendonça já havia autorizado a abertura dos dois primeiros inquéritos contra o empresário:
• Ministério da Saúde e Cannabis Medicinal: A apuração busca esclarecer se Fábio Luís atuou em benefício de uma empresa vinculada a Antonio Carlos Camilo Antunes, apontado como o “Careca do INSS”, em negociações relativas à autorização para a comercialização de produtos à base de cannabis medicinal em contratação ligada à pasta da Saúde.
• Dataprev: O segundo inquérito foca na suspeita de que um empresário do setor de tecnologia tenha agido em conjunto com Fábio Luís, Antonio Carlos Camilo Antunes e a empresária Roberta Luchsinger na tentativa de direcionar e obter contratos com a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev).
•
Brasil 247