Cruzeiro reverte desvantagem, bate o Corinthians nos pênaltis e é campeão da Libertadores feminina


O Cruzeiro reverteu uma vantagem de três gols, empatou em 4 a 4 com o Corinthians no tempo regulamentar e bateu o maior campeão da Copa Libertadores feminina nos pênaltis para conquistar seu primeiro título continental. Brabas e Cabulosas decidiram o título no Estádio Rodrigo Paz Delgado em Quito, no Equador, na noite deste sábado, 31.
Após ficarem três gols atrás no placar, as Cabulosas buscaram o empate no tempo regulamentar. Nas cobranças regulares, o placar ficou em 4 a 4 antes da disputa alternada. Após Milena Ferreira converter o quinto pênalti, Camila defendeu o chute de Gi Fernandes, levando a torcida cruzeirense à loucura.
Com a bola rolando, Byanca Brasil, Vitória Calhau, Ketlin e Letícia Ferreira balançaram as redes pela Raposa. Do lado do Timão, Gabi Zanotti e Vic Albuquerque (duas vezes cada) anotaram os gols.
Diferentemente das Brabas, até então as atuais campeãs da Libertadores, as Cabulosas disputavam o torneio continental pela primeira vez na história da equipe feminina. E conquistaram o título inédito contra uma equipe que, além do sétimo troféu, brigava pela quarta conquista consecutiva.
Além do troféu, o Cruzeiro levou uma bolada de US$ 2 milhões (cerca de R$ 10 milhões, na cotação atual) pelo título da Libertadores. Já o Corinthians faturou US$ 600 mil (R$ 3,2 milhões) pelo vice-campeonato.

Como foi o jogo
Brabas e Cabulosas fizeram um jogo eletrizante no estádio equatoriano desde os primeiros minutos. Com mais intensidade, o Corinthians abriu o placar logo aos três minutos, com um golaço de Gabi Zanotti após um belo cruzamento de Gi Fernandes.
O primeiro encaminhou-se com a superioridade das Brabas em campo. A equipe de Emily Lima subiu as linhas de marcação e trocou passes no campo do Cruzeiro durante praticamente toda a primeira etapa. Tanto é que, já na reta final dos primeiros 45 minutos, um erro de saída de bola das Cabulosas custou o segundo gol.
Isadora Amaral jogou errado e perdeu o passe. Esperta, Vic Albuquerque retomou a posse e lançou belo passe para Zanotti, livre, finalizar de primeira, no cantinho esquerdo da goleira Camila Rodrigues.
Os treinadores não mudaram as equipes para a segunda etapa, e o Corinthians voltou a campo com a mesma intensidade. Tanto é que, logo aos quatro minutos do segundo tempo, as Brabas trocaram passes, Letícia Monteiro lançou no meio da grande área e Vic Albuquerque aproveitou corta-luz de Duda Sampaio para fazer o terceiro do Timão.
Mas a conversa no vestiário do treinador Jonas Urias parece ter surtido efeito. As Cabulosas lançaram-se ao ataque e, em jogada pela direita, Marília não alcançou o cruzamento, Lelê vacilou e a bola caiu nos pés de Byanca Brasil, que chutou de primeira para diminuir o marcador.
Três minutos depois, Lelê cometeu falta em disputa com Marília dentro da área. O VAR entrou em ação e sinalizou a penalidade para as Cabulosas. Vitória Calhau foi à bola e cobrou com categoria, batendo cruzado no ângulo esquerdo da arqueira do Timão.
O Corinthians não demorou para molhar o chopp do Cruzeiro, que sonhava com o empate. Da entrada da área, Gi Fernandes deixou a bola limpa para Vic Albuquerque anotar o segundo dela, o quarto do Timão.
Mas a Raposa não se desanimou diante do revés e manteve o ritmo em campo. Jaque Ribeiro quase ampliou para o Corinthians, mas, no lance seguinte, Ketlin aproveitou cobrança de escanteio na medida de Byanca Brasil e testou firme para fazer o terceiro do Cruzeiro.
Já nos acréscimos, quando o título das Brabas parecia certo, outro cruzamento deixou Letícia Ferreira livre para cabecear forte e deixar tudo igual no marcador, levando o jogo para os pênaltis.
Nas penalidades, Pri Back e Jaque Ribeiro perderam as cobranças, e a disputa regular terminou em 4 a 4 antes das alternadas. O Corinthians chegou a ter a chance de se tornar heptacampeão após Lorena Bedoya isolar a cobrança, mas Gisela Robledo também desperdiçou.
Para passar a régua, Milena Ferreira converteu bela cobrança no alto, sem chance de defesas para Lelê. A bola, então, foi para Gi Fernandes. A lateral do Timão bateu baixo, e Camila só precisou cair para defender a cobrança e sagrar o título inédito da equipe feminina do Cruzeiro.

Foto: Reprodução/Instagram
Terra


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